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Sei
Nem mesmo as vezes nós sabemos aceitar E compreender o que se passa em mente alheia Nem mesmo quero acertar todo dia Nem fazer do dia brincadeira Queria apenas brincar um dia Sem preocupar-me com o que adiante aceitaria Pois o diverso só nos traz conhecimento Preferível acertar na ousadia Do que reter e dizer que erraria
Escrito por ...Paulinho! às 12h37
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Inverdades
Dizem que não é verdade Mas é mentira o que se ouviu dizer O que foi dito, na realidade Foi escondido pra não aparecer.
Já não revela mais a identidade Ficou perdido no amanhecer Mas se desmente, diz que é saudade A noite clara vai transparecer Que toda fala é veracidade Ainda se falsa ela parecer Se parece esconder a idade É vida pouca... vai só perecer
A mentira é igual verdade Quando essa falsa se comprova ser pois se se prova a inverdade a verdade é falsa e não é mais ser
Quando se nega, a mentira invade Quando se fala, a verdade é ser Quando se mente, a verdade evade Quando se vai, inverdade é ser!
Escrito por ...Paulinho! às 08h59
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Alegria
E foi bem então da mesma forma Assim como era muito antes De muita coisa suceder Que muita coisa foi mudar Sem mesmo se mover Vi tudo acontecer Vi tudo em seu lugar Foi tudo sem querer Foi muito pra encontrar Razão de se viver Não quis mais nem achar Quem pudesse perceber Que cada coisa em seu lugar Distingue todo seu querer Pois cada dia vai mudar E cada dia vai crescer Como quando for falar Como quando emudecer. Que as coisas mais maravilhosas não se explicam com palavras. 
Escrito por ...Paulinho! às 12h52
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Meio Termo
Por que a tardezinha é mais tarde do que a tarde? Acaso o diazinho é mais dia do que o dia? Ou o cachorrinho do que o cachorro? A arvorezinha do que a árvore? Todo menos sempre é mais? 
Escrito por ...Paulinho! às 23h10
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Audição
Muda... Que ela não falava uma sequer palavra Não abria sua boca, não pronunciava nada Ficava quieta, bem calada, Apenas ouvindo e esperando solução. Muda... Era segredo e escondia Ainda que tudo o que fazia Era pra mostrar a avaria Que cada dia causaria Muda... Que barulho dela não se ouvia, Num silêncio que angustia Era serena e sincera, mas não dizia Uma coisa ela só queria, Mas não mesmo percebia Que o que ela pretendia É que entendesses todo dia O que seu silêncio só dizia: muda! 
Escrito por ...Paulinho! às 22h03
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